Viver é bom! – Coluna do Sarney
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Viver é bom! – Coluna do Sarney Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao. O texto integral e a atualizacao de hoje devem ser lidos na fonte original. Fonte da materia: O Estado do MA. Categoria informada pela fonte: notícias. Localidade informada pela fonte: MA, Brasil.
Visite a página de Sarney Antigamente, o velho era objeto de respeito e reverência. Veja-se o culto que a eles faziam, e ainda fazem, os índios, sendo parte de sua cultura essa marca. Estudando a História, vamos encontrar essa quase divinização dos velhos no fato de serem eles a memória dos povos. Sem escrita, a única maneira de guardar o passado era a memória, e esta, quanto mais antiga, mais longe ia no conhecimento de tudo, dos fatos cotidianos até todos os ramos dos acontecimentos. Vemos isso no Fedro, de Platão, em que Sócrates conta que o deus Thot levou ao rei do Egito, Thamus, a escrita, remédio contra a dificuldade de aprender e recordar. O rei Thamus reagiu: “O que será de nossas memórias, de tudo que temos na cabeça se o homem vai ter tudo isso armazenado na escrita? Ela só produzirá nas almas o esquecimento dos que a aprenderem, fazendo com que deixem de exercitar a memória; confiando neste auxílio, a escrita, eles deixarão a caracteres materiais o cuidado de recordar as lembranças de que seu espírito terá perdido o traço.” Os velhos, então, eram os verdadeiros sábios: eram os guardiões da experiência e testemunhas do passado. Assim, a velhice foi tema constante desde o começo da literatura e continua sendo objeto de reflexão, associada à morte, por parte de filósofos e pensadores. No tempo bíblico se vivia muito. E não são poucos os personagens que viviam séculos, o maior deles, Matusalém, avô de Noé, 969 anos, e não sabia quantos filhos, netos e bisnetos tinha, porque todos eram avós e bisavós e já tinham morrido. Até 187 anos procriou, e Noé, seu neto, até 500 anos. Todos os patriarcas, segundo a Bíblia, viveram muito e funcionaram demais. Há alguns anos, li uma pesquisa sobre a maneira de os brasileiros encararem o envelhecimento, que revelou que apenas
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