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12 de outubro de 2026 às 11:08 • 1 min de leitura • 1 fonte

Emmanuel Carrère: ‘Contando uma história pessoal, podemos fazer algo universal’

Emmanuel Carrère: ‘Contando uma história pessoal, podemos fazer algo universal’ Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicaca…

Emmanuel Carrère: ‘Contando uma história pessoal, podemos fazer algo universal’
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  • 1Emmanuel Carrère: ‘Contando uma história pessoal, podemos fazer algo universal’ Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao.
  • 2O texto integral e a atualizacao de hoje devem ser lidos na fonte original.
  • 3Fonte da materia: Veja.

Emmanuel Carrère: ‘Contando uma história pessoal, podemos fazer algo universal’ Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao. O texto integral e a atualizacao de hoje devem ser lidos na fonte original. Fonte da materia: Veja. Categoria informada pela fonte: cultura.

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Texto da cobertura original • por Veja

O autor francês Emmanuel Carrère esteve no Brasil recentemente, e passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro cumprindo uma agenda com eventos, debates e sessões de autógrafos dedicados a Colcoz (Alfaguara), seu livro mais recente. A obra reconstrói quatro gerações de sua família, da emigração após a Revolução Russa de 1917 até a Guerra na Ucrânia, tendo como fio condutor a morte dos pais do escritor, cuja cena de abertura é o funeral da mãe, a historiadora Hélène Carrère d’Encausse.

Aos 67 anos, o autor de O Adversário, Limonov e Ioga, Carrère é um paradoxo ambulante da literatura contemporânea. Exerce, com obsessão e talento raros, uma escrita de si repleta de detalhes íntimos, familiares e confessionais — exatamente o que o mercado e os estudiosos chamam de autoficção —, mas rejeita o rótulo com veemência. Prefere chamar seus livros de “romances não ficcionais”, nos quais o “eu” funciona como autoridade narrativa, não como protagonista blindado pela ficção.

Essa tensão entre o que ele faz e o que diz fazer atravessa a conversa que teve com VEJA durante sua passagem pelo Brasil. “Não coloco subtítulos nos meus livros há 25 anos. Não sou muito adepto desse tipo de classificação”, disse. Minutos depois, porém, reconheceu o compromisso com a verdade que sustenta o livro: “Em Colcoz não há ficção”, disse. A frase contradiz o que ele próprio escreveu na obra, quando admitiu que usou “algumas licenças poéticas ao longo do livro”. Quem conta um conto, aumenta um ponto; diz o ditado popular que bem poderia ser uma síntese da autoficção. COLCOZ, de Emmanuel Carrère (tradução de Mariana Delfini, Alfaguara, 352 págs.)./.

Na conversa, ele também revisitou o episódio mais espinhoso de sua trajetória, a publicação de Um Romance Russo (2007), que expôs o ciúme possessivo pela entã

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